quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O "Beethoven japonês"


A sinfonia da impostura do “beethoven japonês”


Artigo publicado no site do jornal Libération – www.liberation.fr

05/02/2014

Por Arnaud VAULERIN (correspondente em Tóquio)



O compositor de música clássica Mamoru Samuragochi confessou, quarta-feira, que ele não era o autor de suas músicas e que ele pedia ajuda a uma mãozinha há mais de dez anos.





Ele era ovacionado por salas em pé e respeitado por músicos admirados. Sua Symphonie No. 1, Hiroshima, em homenagem às vítimas da bomba nuclear, era conhecida, comprada e saudada como “uma música que vai diretamente ao coração”, “dá esperança” e “ brilha sobre os corações solitários”. Mas Mamoru Samuragochi não era o autor. O compositor japonês de música clássica e de videogames confessou quarta-feira, por intermédio de seu advogado que preferiu ficar anônimo, que ele tinha contratado um “colaborador fantasma” para escrever suas composições há uma dezena de anos.

Apelidado de “Beethoven japonês” ou o “Beethoven moderno” em razão de sua surdês, Mamoru Samuragochi disse que ele “se arrepende profundamente, que ele é totalmente indesculpável”, declarou seu advogado. “Ele está profundamente sentido de ter traído seus fãs e decepcionado os outros. Ele está com problemas psicológicos e não é capaz de expressar corretamente seus próprios pensamentos”.

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