A sinfonia da impostura do “beethoven japonês”
Artigo
publicado no site do jornal Libération – www.liberation.fr
05/02/2014
Por Arnaud VAULERIN (correspondente em
Tóquio)
O compositor de música clássica Mamoru
Samuragochi confessou, quarta-feira, que ele não era o autor de suas
músicas e que ele pedia ajuda a uma mãozinha há mais de dez anos.
Ele era
ovacionado por salas em pé e respeitado por músicos admirados. Sua
Symphonie No. 1, Hiroshima,
em homenagem às vítimas da bomba nuclear, era conhecida, comprada e
saudada como “uma música que vai diretamente ao coração”, “dá
esperança” e “ brilha sobre os corações solitários”.
Mas Mamoru Samuragochi não era o autor. O compositor japonês de
música clássica e de videogames confessou quarta-feira, por
intermédio de seu advogado que preferiu ficar anônimo, que ele
tinha contratado um “colaborador fantasma” para escrever suas
composições há uma dezena de anos.
Apelidado
de “Beethoven japonês” ou o “Beethoven moderno” em razão de
sua surdês, Mamoru Samuragochi disse que ele “se arrepende
profundamente, que ele é totalmente indesculpável”, declarou seu
advogado. “Ele está profundamente sentido de ter traído seus fãs
e decepcionado os outros. Ele está com problemas psicológicos e não
é capaz de expressar corretamente seus próprios pensamentos”.
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