Les Suisses votent contre le smic à 3300 euros
Artigo publicado no
Jornal Libération
18/05/2014
Agence France Presse
Os suíços
recusaram claramente, domingo, um salário mínimo único de 3.300
euros, que teria sido o mais alto do mundo, e rejeitaram, mais
timidamente, a compra de 22 aviões de combate suecos Gripen.
Com
um total de 76,3% dos votos, o povo varreu a introdução de um
salário mínimo de 22 francos suíços a hora (18 euros), em torno
de 4.000 francos brutos (3.300 euros) para 42 horas semanais (100%),
segundo os resultados oficiais. Todos os 26 cantões da confederação
se opuseram ao projeto.
Este
salário mínimo teria sido o mais alto do mundo: ele é de 9,43
euros na França, 5,05 euros na Espanha e será, na Alemanha, de 8,50
euros a partir de 2015.
Para os
sindicatos e partidos de esquerda, o custo muito elevado da vida
na Suíça justificaria este salário mínimo de 4.000 francos
suíços.
Mas uma
grande parte da população temia que um tal salário favorecesse uma
alta do desemprego, quase inexistente na Suíça (3,2% da população
ativa em abril).
Contra este
projeto, a direita, os meios agrícolas, o Parlamento e o governo
tinham afirmado que um salário mínimo tão alto teria sido um
perigo para o emprego e tinham afirmado que já existem salários
mínimos em certos ramos profissionais.
Os
Gripen devolvidos ao hangar
Após um
longo suspense, os cidadãos helvéticos finalmente rejeitaram a
compra de 22 novos aviões de combate suecos Gripen fabricados por
Saab.
Contrariamente à questão do salário mínimo, os suíços se mostraram divididos sobre a compra dos Gripen.
Enquanto os
cantões romanches e o Tessin (cantão italofone) recusaram a compra
dos 22 aviões suecos, a maioria dos cantões alemânicos –
tradicionalmente mais conservadores – apoiou o projeto do governo.
Mas isso não teria sido suficiente.
O governo
suíço e o Parlamento queriam comprar os Gripen, estimando que uma
parte dos aviões de combate que as forças armadas dispõem estariam
“obsoletos”.
A fim de
financiar esta aquisição, o Parlamento criou um fundo alimentado
pelas despesas ordinárias ligadas ao armamento para repartir, por um
período de 11 anos, o custo de 2,56 bilhões de euros necessários a
esta compra.
Contrários
ao projeto, a esquerda e os Verdes afirmaram que a fatura seria bem
mais pesada e que a Suíça está rodeada de países amigos. O avião,
cuja variação E encomendada só existe no papel, não é bom o
bastante, estimaram seus detratores, sublinhando que será sempre
tempo de reconsiderar uma outra encomenda.
Resta a
saber o que o governo vai fazer a partir de agora. Pois como havia
martelado várias vezes o ministro da defesa, Ueli Maurer: “não há
um plano B”.
As Forças
aéreas suíças dispõem atualmente de 86 aviões de combate – 32
F/A-18, que serão utilizados até 2030 pelo menos, e 54 F-5 Tiger
que, segundo o governo, “não possuem radar com bom rendimento, não
podem utilizar todos os tipos de mísseis guiados e só podem ser
usados de dia e com boa visibilidade”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário